Uma crise
pode ser definida como um
acontecimento extraordinário, ou uma série de acontecimentos, que afeta de
forma diversa à integridade do produto, a reputação ou a estabilidade
financeira da organização; ou a saúde e bem-estar dos empregados, da comunidade
ou do público em geral, conforme o Professor Dennis Wilcox, da San Jose State University.
Levando em conta que o valor de uma organização não se relaciona
somente aos seus ativos tangíveis (máquinas, instalações), mas também – e
principalmente – àqueles intangíveis, como a imagem corporativa, a comunicação tem um papel vital no
gerenciamento de crises.
Diante dos
primeiros sinais da crise, a organização enfrenta o dilema de comunicar ou não.
A favor de comunicar estarão sempre vantagens como tomar a iniciativa, não
deixar que terceiros tomem as rédeas e controlar a mensagem, não deixando que
ela se transforme em uma arma cujo tiro saia pela culatra. Por outro lado, permanecer
em silêncio sempre pode fazer com que a crise se agrave.
O jornalista Alexandre Caldini publicou um ótimo artigo na Revista Exame,
falando sobre o assunto. Segundo o artigo, uma crise não necessita de um fato.
Pode se iniciar com um boato. No primeiro estágio da crise, acontece a
simplificação do boato. Uma grande história é resumida. No segundo estágio,
ocorre o exagero. Os detalhes mais agudos são aumentados e a história ganha em
dramaticidade. No terceiro estágio, a opinião pública interpreta o boato de
acordo com sua visão de mundo, com seus valores.
Nesse
momento, se não se gerenciou a crise, os efeitos podem ser devastadores.
Maus exemplos
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| O Prof. Stephen Duckett e o seu cookie. |
Em 2010, em
meio em uma crise na área de saúde, o CEO da Alberta Health Services do Canadá,
Stephen Duckett, foi questionado pela imprensa sobre o tempo de espera nas
salas de emergência. A sua resposta foi que não poderia se manifestar porque
estava comendo um cookie! Clique aqui e veja o vídeo (em inglês).Apesar
de pedir desculpas em seu blog,
a confusão já estava feita e o Prof. Duckett foi demitido.
Os bons exemplos
Preparação
Como em todos
os outros aspectos do gerenciamento de emergências, o planejamento e o
treinamento fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso na comunicação de
crise. Toda organização deve ter um comitê de crises estabelecido e que treine
periodicamente, inclusive com os famosos media-trainings para a preparação de
seus porta-vozes.
Se faltar
expertise interna para a formação do comitê, a empresa pode e deve recorrer à
contratação de assessoria especializada. O valor a ser gasto na preparação será
sempre baixo, se comparado aos possíveis prejuízos de uma crise mal
administrada.